segunda-feira, 7 de maio de 2012

Simples o complexo, a complexidade do simples.

Talvez não convém, mas procuro, ao fundo, manter isso. Pode parecer um tanto estranho dizer que tanto querer represente o isolamento, não seu, mas meu. Tem de ser intenso, sempre, senão nada mais é. Manter a força do contra pra manter a linhagem não passa de futuros desencontros e presentes de aniversário.
Continuo, sempre que posso, admirar tua imagem, beleza inconfundível, no altar... E por que não descer? E por que não lhe buscar? Simples, não se traga um cigarro sem acendê-lo!
Não adianta minha fuga, tão repugnante, volto sempre ao mesmo lugar...

domingo, 10 de julho de 2011

anti moralidade religiosa em meio ao estado laico

Agonia enleada ao sofrimento. Sábio foi o que serviu ao menor. Dono de si, o desastre acompanha o crescimento enfurecido de seu maestro caolho. Desarranjada sinfonia de batuques, desacordados são seus integrantes, que dormem pensando em parar de pensar no que vos devora. A silhueta causada pela luz amarelada some ao nascer do sol. Sua virtude está ligada aos teus afazeres. Determinado de tudo, e sem respostas de nada.
Humilhante seria se não o ser tão capaz de ter, não teria. Honra debaixo do braço. No seu descanso eterno sua devoção. Aquele que antes teria sido o julgador será julgado. Espera ansioso, teu fim sem lamento, sem lágrimas.
Forma-se então toda via, seu leite derramado de volta para a caixa. O anel que tu me destes eu comi. Não sobrou nada. Nem ruínas para se olhar, cobrar e lembrar. Meu controle não faz parte de minha razão, mas minha razão faz parte de meu controle. Não vivas de futuro. Não vivas de passado. Não vivas no presente. Apenas viva...

sábado, 25 de junho de 2011

Não tem nome caralho

E a noite se deita em seus ombros, acompanhando a serenidade de teus olhos. Me afaga tuas doces palavras, cobertas de longos suspiros intensos, tão suaves que a noite no leito de sua pele adormece feito criança cansada da brincadeira ao sol.
Ao decorrer de suas indagações sobre o que sentia e o que sentir, o coral de grilos a acompanha num arranjo sem compasso, tão alucinante quanto sua dança ao som de Frank Zappa. E de testemunho eterno, a mãe lua, em sua fase crescente, nos dando a honra de seu sorriso amarelado de café e nos aceitando, como se de presente nos desse o mundo como lembrança, daí em diante, a grande roda viva se fazia minúscula, ou eu me engrandecia.
E ela, tão linda as sombras da noite, se resguardava num ápice de timidez, e em silêncio continuou me olhando com seus grandes olhos negros e vivos, tão brilhantes que a lua temia a tal força do brilho, e por minha parte não foi diferente, guardei minhas palavras pois nenhum ditongo conseguiria descrever o que se passava em minha cabeça. Foi simples, sem segredo, apenas um abraço querendo protegê-la do frio e do orvalho, não ousei desfazer aquilo.
A grama já não tinha mais seu verde vivo e natural, a lua já não sorria mais, o sol ofuscava nossos olhos, enquanto o silêncio, parecendo combinado dos grilos dava espaço ao barulho dos automóveis passando freneticamente na estrada a fora. Eu, no lamento juvenil não tive escolha, rasurei tudo, em alguns instantes o que foi construído durante anos. E a lágrima da menina moça já não escorria de euforia, se demorou no chão, sentada olhando a minha ida ao nada.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"..."

Sabe lá de onde vem. Mas vem. Se ausentando ou aparecendo, resquícios de mágoas que em seu nome guardaste na mais cobiçada gaveta. Protegida por leões que lamentam sua existência. Sua dor não suporta mais sua insana felicidade, mas seu peito, escorrendo em ódio, visa constantemente a hora do silêncio.
Calado se contenta com a hostil criatura que lhe escraviza, não passas fome, não terás uma morte causada por uma epidemia, e nem no fruto mais belo, que é arrancado da forma mais bruta das leis naturais mantendo assim a continuidade, achas que tem, e tens por direito a constante existência e todas suas necessidades supridas.
A vontade não lhe assegura uma cobiça praticada. Por ordens e ordens, tens que ter, sem discussão, vossos murmúrios não afeta o gigante estrelado de democracia, assim como suas cabeças não rolam acidentalmente no chão.
E todo dia, surgi no nada, ladainhas de persuasão. Claro que é na batalha que se chega ao sol, dessa forma foi criado todo o senso da nova ordem, mas a dificuldade não está no que fazes ou no que és. E sim no que tens.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Outro vômito quentinho pra você

Todo mundo, independente de quem seja, segue uma linha social muito rígida, esse tipo de "regra" acaba sufocando a vontade que todo mundo tem, independente também de quem seja.
Essas regras, esses dogmas(melhor assim dizendo), não tem fundamento básico para ser seguido, é exatamente fazer o que não se quer fazer, contradição em tuas palavras o homem se sufoca com preconceitos óbvios e ridículos segregando cidadãos por não seguirem costumes antigos que seu tataravô seguiu.
Sim, todo dia você tem que aturar o teu chefe no serviço, lhe enchendo a cabeça de coisas que não tem importância para você, não afeta sua vida, e nisso você deixa de lado o teu querer, que por mais aleatório seja, é teu!
Simples é ter uma esposa, que você assumiu um compromisso e não pode rompê-lo porque Deus não quer, ou porque o estado não permite que você desmanche uma família, assim quebrando a tal base moral social, em vez de ter uma amante, onde haja realmente o querer.
O homem nasce, é moldado como uma máquina para apenas produzir bem material, que um dia lhe disseram que é para o bem social, assim como todo mundo é um quebra-cabeça para o meio em que vive, e acaba perdendo o viver, deixando tua vida e teu pensamento escorrer pelos esgostos à fora.
Mas fugir disso é praticamente impossível, pois somos forçados a entrar nesse sistema senão, como disse a pouco atrás, acabamos sendo segregados da sociedade, por não ser um cidadão comum, sem vida e vontade, apenas vivendo servindo de molde para seus filhos e netos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um vômito quentinho pra você

Liberdade de expressão, tão desejada e cobiçada por quem realmente quer se expressar, de tal maneira que possa passar sua ideia, independente de sua maneira, seja impressa, seja visual, o que for. Esse direito é garantido pela constituição nacional. Pelo menos é assim que está escrito, mas nem sempre é posto em prática.
Sendo assim, seus direitos são sabotados por interesse. Você anda pelas ruas achando que aquilo é que teus antepassados tanto lutaram, democracia, mas sem levar em conta que o que te persegue, ao ponto de lhe privar de seus direitos e te forçarem a seguir normas fantasmas que são impostas violentamente, ou não, pelos próprios cidadãos que vêem a vespa mas acha que é uma simples mosca. A base principal da ideia é a própria libertação da ideia, da voz, do barulho, desde que o barulho, a voz seja por vontade, vontade de quem a provoca e não de quem possa, iludidamente, ser prejudicado.
Infelismente isso acontece, é real, não é ilusão. Você pode observar isso no seu bairro, na sua cidade, onde quer que esteja.
Seja livre na ideia, e que sua ideia seja livre também.
Liberdade de expressão!

http://www.youtube.com/watch?v=KYclmLAXLmA&feature