sexta-feira, 24 de junho de 2011

"..."

Sabe lá de onde vem. Mas vem. Se ausentando ou aparecendo, resquícios de mágoas que em seu nome guardaste na mais cobiçada gaveta. Protegida por leões que lamentam sua existência. Sua dor não suporta mais sua insana felicidade, mas seu peito, escorrendo em ódio, visa constantemente a hora do silêncio.
Calado se contenta com a hostil criatura que lhe escraviza, não passas fome, não terás uma morte causada por uma epidemia, e nem no fruto mais belo, que é arrancado da forma mais bruta das leis naturais mantendo assim a continuidade, achas que tem, e tens por direito a constante existência e todas suas necessidades supridas.
A vontade não lhe assegura uma cobiça praticada. Por ordens e ordens, tens que ter, sem discussão, vossos murmúrios não afeta o gigante estrelado de democracia, assim como suas cabeças não rolam acidentalmente no chão.
E todo dia, surgi no nada, ladainhas de persuasão. Claro que é na batalha que se chega ao sol, dessa forma foi criado todo o senso da nova ordem, mas a dificuldade não está no que fazes ou no que és. E sim no que tens.

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